domingo, 30 de outubro de 2011

Exercícios Físicos e Enxaqueca

Para curar enxaquecas, médicos costumam indicar medicamentos como topiramato, que já provou ser eficaz para aliviar dores de cabeça. Mas uma outra opção poderá ser usado pelos profissionais, pois de acordo com estudo realizado pela Universidade de Gotemburgo, exercícios físicos têm a mesma eficiência que os remédios.

A prática de atividades físicas já era indicada por alguns médicos, mas o estudo publicado na revista Cephalalgia confirmou a eficácia de 40 minutos de exercícios para quem sofre com as dores de cabeça.

No total os cientistas observaram 91 pacientes e os dividiram em três grupos: um que se exercitou por 40 minutos três dias por semana, outro que fez exercícios de relaxamento e outro que apenas tomou a medicação.

Por três meses os pacientes foram monitorados com relação a dores, qualidade de vida, capacidade aeróbica e níveis de atividade.

O resultado apontou que o número de pacientes que não tiveram mais dores aumentou em todos os três grupos, sem diferença do tipo de tratamento escolhido.

A conclusão do estudo é de que a prática de exercícios físicos pode ser útil para quem tem enxaqueca e não pode tomar remédios para resolver o problema. 


Mais uma vez é confirmada a eficiência da Atividade Física para a saúde. E o melhor é que a mesma faz com até mesmo aja a diminuição do uso de medicamentos. Por isso não há tempo a perder, inicie o quanto antes sua atividade física com um profissional habilitado!


Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/praticar-exercicios-e-tao-bom-quanto-tomar-remedios-para-curar-enxaqueca-destaca-estudo

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Dicas de alimentação

Um dos maiores erros das pessoas é não respeitar os intervalos para se alimentar. Sabemos que hoje em dia devido a rotina cada vez mais estressante, tanto a alimentação como a atividade física vão ficando para segundo plano. Para piorar  ainda mais a situação, a oferta de alimentos saudáveis na rua é muito escassa, o que acaba dificultando manter uma alimentação saudável.
 Ainda hoje em dia muitos acreditam (principalmente o público que quer emagrecer) que permanecer longos períodos sem comer  os fará não engordar, mais o nosso organismo entende justamente o oposto. Quando mantemos períodos prolongados de jejum, ele entende que possa vir a ocorrer novos períodos longos e armazena essa energia em forma de gordura para se prevenir. Porém, quando nos alimentamos de 3 em 3 horas, essa energia está pronta para uso, faz com que nosso metabolismo trabalhe de maneira mais adequada.
Por isso, se você quer manter seu organismo trabalhando a todo vapor mantenha uma alimentação saudável, leve sempre na sua bolsa alguma barra de cereal, frutas ou algo prático, mas não fique sem se alimentar!!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Por que combinar exercícios aeróbicos com a musculação?

Recente pesquisa realizada nos E.U.A demonstra que os exercícios aeróbicos combinados com a musculação pode ser eficaz na diminuição dos fatores de risco de diabetes e doenças cardíacas para indivíduos que estão acima do peso.
Pesquisadores liderados por Lori Bateman do Centro Médicos Universitário Duke em Durham, na Carolina do Norte, distribuiu 196 adultos sedentários acima do peso em três diferentes programas de exercícios.
Um dos grupos realizou treino de resistência, três vezes por semana, em oito aparelhos diferentes com exercícios para membros inferiores e superiores. Já o segundo grupo realizou duas horas de treino aeróbico por semana. E o terceiro grupo combinou exercícios aeróbicos e de resistência.
Mais de um quarto dos voluntários desistiram do estudo durante os oito meses de pesquisa e outros não completaram todos os requisitos pedidos pelos pesquisadores. Assim, no fim, Bateman e seus colegas analisaram os padrões pré e pós exercícios de 86 participantes.
Em média, as pessoas que participaram do treinamento de resistência ganharam cerca de 1,5 quilo e algumas medidas na cintura, sem alterar seus fatores de risco para diabetes e doenças cardíacas. Os que participaram do grupo de exercícios aeróbicos perderam uma média de três quilos e um pouco de cintura. Já as pessoas que combinaram os dois tipos de programa se livraram de quatro quilos e 2,54 cm de cintura. O grupo também viu cair a pressão arterial diastólica (nível mínimo) e os pontos da síndrome metabólica (combinação dos fatores de risco de diabetes e de doenças cardíacas).

No entanto, análises estatísticas mostraram que os participantes fazendo aeróbica e musculação não apresentaram necessariamente melhores resultados do que aqueles que apenas fizeram o treinamento aeróbico. Os pesquisadores disseram que não estava claro se os benefícios aparentes do programa combinado foram devido aos efeitos do treinamento com peso, ou ao maior tempo gasto na academia.
O treinamento de resistência trabalha músculos e ossos, que podem aumentar o peso corporal, embora trate-se de uma massa corporal mais magra e forte. Tanto o grupo da aeróbica quanto o que combinou os exercícios reduziram seus níveis de triglicerídeos - um tipo de gordura no sangue.

De qualquer maneira embora sejam necessários estudos posteriores, o atual nos  mostra que a atividade física independente de qual seja é extremamente eficaz na redução de peso, medidas, prevenção de doenças, sem citar inúmeros outros. Por isso, inicie o quanto antes seu treinamento!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Treinamento Físico pode reduzir atrofia muscular na insuficiência cardíaca

Pesquisa da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, sugere que o treinamento aeróbico possa reduzir a atrofia da musculatura esquelética da insuficiência cardíaca. Foram realizados estudos tanto com animais como também com seres humanos, ambos corroboram com essa tese. Foi observado que o treinamento diminui a atividade do principal sistema de degradação de proteínas intracelulares, o ubiquitina proteassoma, que contribui para a atrofia.


Para verificar a influência do sistema foram utilizados camundongos que tiveram a inativação dos genes que codificam os receptores Alfa 2-A e Alfa 2-C adrenérgicos, levando a hiperatividade do coração. “Esses camundongos desenvolvem insuficiência cardíaca progressivamente, apresentando 50% de mortalidade aos sete meses de idade”, diz Telma. “Além disso, os animais apresentam diversas alterações no músculo esquelético, tais como, redução no número de capilares por fibra muscular, redução da área do músculo plantar, intolerância aos esforços e, dessa forma, atrofia”.

O treinamento físico aeróbico em esteira foi iniciado com camundongos aos cinco meses de idade (insuficiência cardíaca moderada), treinados por dois meses, cinco vezes por semana, uma hora por dia. “Para estabelecer o volume de treinamento desses animais, eles foram submetidos a um teste de esforço semelhante aos testes ergométricos realizados em seres humanos, inclusive em portadores de problemas cardíacos”, aponta a pequisadora. “O treinamento favoreceu o aumento da massa muscular, por meio da redução do estresse oxidativo e dos componentes do sistema ubiquitina proteassoma”.




Nos camundongos, o treinamento físico aeróbico melhorou a tolerância aos esforços e a área do músculo plantar. “Ao lado do aumento da capilarização, esses indicadores demonstram que o treinamento físico pode auxiliar na prevenção da atrofia”, aponta a pesquisadora da EEFE. Para verificar o efeito do treinamento físico em seres humanos, foram realizadas biópsias do músculo vasto lateral da perna de pacientes com insuficiência cardíaca estável, que realizavam tratamento com medicamentos, além dos exercícios.

“A análise verificou um indicador de estresse oxidativo e dois do sistema ubiquitina-proteasoma”, diz José Bianco Moreira, colaborador da pesquisa, que realizou esses experimentos na Noruega. “O treinamento físico, além de aumentar o consumo máximo de oxigênio, melhorando a capacidade de geração de energia, reduziu a atividade do sistema ubiquitina proteassoma, indicando melhora do prognóstico dos pacientes, que costuma ser piorado pela atrofia”. Os experimentos na Noruega tiveram a colaboração do professor Ulrik Wistoff, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia.

As conclusões do estudo serão apresentadas em dois artigos científicos em fase de aprovação pelas publicações, um deles sobre o efeito do treinamento físico em camundongos normais. “Diferentemente do animal doente, acredita-se que nesses animais sadios a ativação do sistema ubiquitina proteassoma pelo treinamento físico contribua para o processo de reposição (turnover) de proteínas no músculo, necessário para o aumento da massa muscular”, aponta Moreira.



Temos mais um excelente motivo para nos mantermos ativos e praticar uma atividade física orientada!


Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/treino-pode-reduzir-atrofia-muscular-na-insuficiencia-cardiaca

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Pressão alta, atividade física e jovens

Recente pesquisa realizada nos Estados Unidos aponta um dado alarmante: um em cada cinco jovens adultos entre 24 e 32 anos de idade teria pressão alta. Sendo que a grande maioria nem suspeita que tem a doença. É o que aponta uma equipe de pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill comparou seus resultados com uma publicação do governo federal, feita pelo National Health and Nutrition Examination Survey, que apontou apenas 4% dos adultos jovens com pressão alta. Segundo a Universidade da Carolina do Norte, o número chega a 19% dos pacientes - somente a metade sabia da doença por médicos.

Dessa forma, esse problema pode atingir proporções ainda maiores, pois a hipertensão é uma doença que não apresenta sintomas até ocasionar alguma lesão a um órgão, muitas vezes sendo fatal, já é a segunda principal causa de morte nos Estados . Por isso, a melhor maneira de evitá-la é a prevenção, uma das maneiras eficazes é a prática regular de atividades físicas. Por isso, não perca tempo! Inicie seu programa o quanto antes, com um profissional habilitado que lhe dará as diretrizes necessárias.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Treinamento de força para crianças

Há muito tempo já ouvimos falar que o treinamento de força se destinado a crianças pode atrapalhar seu crescimento. Mas será que existe base científica para tal argumento?

Segundo Souza (et alii. 2009 apud Guedes Jr, 1998) se evita indicar a musculação para o público infantil pelo fato que a mesma atrapalharia seu crescimento. Porém The Physician and Sportsmedicine (1998), demonstra que o que atrapalha o crescimento  está ligado somente à lesão cartilaginosa, e os três fatores principais que
predispõe ao aparecimento de lesões são: impacto, contato físico e deslocamentos rápidos. Porém a musculação não possui nenhum desses 3 aspectos, o que a livra da fama de grande vilã. Além do mais vários estudos afirmam o treinamento intermitente, com intensidades moderadas altas estimulam o crescimento de adolescentes.

Estudos (Guedes Jr e Teixeira, 2010 apud Bar-Or et alii, 2005) corroboram o fato de que o treinamento de força para crianças e adolescentes é tanto eficaz quanto seguro.

Segundo Souza (et alii, 2009 apud Lee E. Brown, 2008) se forem executados de maneira bem supervisionado o treinamento de força pode trazer uma série de benefícios, como:



  • Aumento em força e potência muscular;
  • Aumentos na resistência muscular local;
  • Aumentos na densidade mineral óssea;
  • Melhoras no perfil lipídico sanguíneo;
  • Melhoras na composição do corpo;
  • Melhoras no desempenho da habilidade motora (saltar,arremessar e
  • correr rápido);
  • Melhoras na capacidade esportiva;
  • Aumento na resistência a lesões relacionadas ao esporte;
  • Aumento de auto-estima e autoconfiança;
  • Uma atitude mais positiva em relação à atividade física durante toda a
  • vida.


Porém para que sempre se alcance esses benefícios é necessário que a criança ou adolescente seja acompanhada de um profissional habilitado para que lhe possa transmitir as informações adequadas.

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/biblioteca/treinamento-de-forca-na-infancia/

sábado, 4 de junho de 2011

Treinamento de força no Envelhecimento

Envelhecimento é um processo natural que por nossa vontade ou não, ocorrerá com todos os indivíduos. Já que não tem como nos livramos deste acontecimento, o que pode ser feito para amenizá-lo? Diversos estudos descrevem a importância do Treinamento de força para o público idoso. Antes de mais nada temos que definir Treinamento de força, que é aquele realizado através de  exercícios resistidos (ER), são eficientes para aumentar força, hipertrofia, potência muscular e resistência muscular localizada, mas dependendo dos 
objetivos e das diferenças individuais, os padrões de prescrição podem variar (ACSM, 2002).

É observado que a medida que as décadas vão passando ocorre tanto uma perda da massa muscular, quanto da massa óssea. Por esse motivo também idosos com idades acima de 60  são mais suscetíveis a morte por quedas. Porém estudo realizado por Fiatarone e colaboradores (1990) demonstraram que indivíduos acima de 90 anos de idade podem atingir ganhos de força em período de apenas oito semanas de treinamento. Esse estudo chamou a nossa atenção corroborando os excelentes benefícios do Treinamento de força para o público idoso.

Por esse motivo, nunca é tarde para se iniciar uma atividade física regular. Então, mãos à obra!